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sábado, 7 de novembro de 2015

UMA FORMIGA GIGANTE



Contos infantis para meu filhos

Dedico as historias infantis a seguir a minha filha numero um, Nicole, a qual me deu motivos para estar vivo ate hoje e continuar seguindo nessa labuta. E, como não poderia deixar de ser, as dedico também a meu filho numero dois, Nícolas, um rapazinho lindo e muito sapeca, que me ajuda a descarregar as energias acumuladas.


Nota dou autor.

Esse conto nasceu a partir de um sonho. A história se criou e ficou muito grande para ficar em minha cabeça. Com o tempo, tomou forma e ficou do jeito que lhes apresento aqui.






Certa vez havia um homem gigante que andava entre as formigas, e elas gostavam muito dele. O gigante porém sabia que nunca seria uma delas, mas elas o tratavam como ser fosse uma formiga.

Certo dia alguém lhe perguntou:
- Que cargo você ocupa no exercito das formigas?

Ao que ele respondeu:
- Eu seria mais ou menos um Sargento no mundo humano.

Essa pessoa meneou a cabeça negando o que ele tinha dito:
- Não parece, não. Acho que você é um general para elas.

O gigante ficou muito encabulado com o que tinha ouvido, e começou a prestar um pouco mais de atenção em como as formigas agiam perto dele. Por fim deduziu que era realmente o que poderia estar acontecendo.

Tudo ficou parcialmente comprovado quando, numa manhã, uma formiga do quadro de oficiais superiores o chamou para uma rápida conversa. Logo de cara, a formiga-oficial ficou em sentido, assim como faria com um general. E disse:
- Caro Sub-General... - a formiga pareceu ter levado um pequeno choque, pois tinha falado algo que não deveria, e tentou se corrigir. – Caro Sr. Sargento, gostaria de lhe pedir um favor.

O gigante cortou o assunto antes que continuasse. E lhe perguntou já meio zangado:
- Sub-OQuê? Do que você me chamou?

A pequena formiga oficial ficou sem chão, não sabia o que responder e jogou pra cima (no jargão militar):
- Não posso lhe responder, Sr. Mas há uma pessoa que poderá. Esta pessoa é o nosso general-supremo e rei.

O gigante tinha livre acesso a casa real, foi logo entrando. As formigas praças que estavam na guarda real apenas ficaram em posição de sentido, apresentaram armas e o deixaram continuar.

O Rei-General estava confabulando com seus auxiliares, quando ele entrou.

Sem pedir qualquer tipo de licença ele questionou:
- Quem é seu Sub-General, Caro Rei?

O Rei fez um gesto para que seus auxiliares embora da sala.

O gigante achou engraçado o modo como eles andavam, os pés bem lépidos  e fagueiros, e isso quase o fez rir, mas se conteve.

O rei o encarou sério e disse sem titubear:
- Você, meu caro amigo gigante, você é meu Sub-General.

O gigante pensou por um pouco e retrucou:
- Como posso ser seu Sub General se sou um humano grande e desajeitado. As vezes até piso em algumas formigas e as acabo matando sem querer.

- Mas isso só ocorre porque elas gostam de estar perto de você. E pisá-las é inevitável. - O Rei cortou a atual linha de raciocínio e atalhou - Ou não gostaria de ocupar tal posto. Se for isso eu...

- Não é isso... Jamais. Pense comigo – disse ele em tom de desculpa – e se uma de suas formigas se ofender por um humano estar num posto tão alto ao invés de uma delas? O que direi?

- Ai que você está redondamente enganado. O posto que você está ocupando foi escolhido por todas as formigas em uma assembleia, não foi uma decisão somente minha. Até a formiga que iria ocupar o posto de Sub-General votou em você. Ou seja, quem sou eu pra discordar de meu povo, já que eles o entronaram como Sub-General.

Ante isso ele não teve como se opor. Era verdade. Mesmo achando-se incapaz e não sendo digno do posto, ele continuou e se adaptou muito bem. As formigas lhe amavam e o respeitavam.

Desse dia em diante, a amizade e parceria apenas aumentou entre eles, tornando os laços de amizade ainda mais fortes do já fora um dia.

nodes2016
 
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